Nem sempre é fácil continuar. A jornada da fé é marcada por altos e baixos, certezas e dúvidas, vitórias e vales. Há dias em que tudo parece colaborar com a fé. Mas há outros em que é preciso resistir às pressões externas, aos cansaços internos e às incertezas do coração.
O autor de Hebreus escreveu a cristãos que estavam sendo perseguidos, desanimados e tentados a desistir. Em meio a esse cenário, ele os encoraja: “Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada... Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele” (Hb 10.35-38).
A fé cristã é, por definição, perseverante. Ela crê mesmo quando não vê. Caminha mesmo quando não entende. Espera mesmo quando dói. Não é uma fé teórica, é uma fé que se expressa em passos diários, muitas vezes pequenos, mas constantes.
Perseverar não é sentir-se forte, mas continuar mesmo fraco. É confiar que Deus é fiel, mesmo quando os sentimentos oscilam. E é justamente essa fé que agrada a Deus, a que não recua.
A cidade moderna, com seus apelos imediatistas e recompensas instantâneas, não valoriza a perseverança. Vivemos a cultura do “cancelamento”, da desistência rápida, da fé descartável. Mas o Reino de Deus opera com outra lógica: a da firmeza, da raiz profunda, da fidelidade duradoura.
Perseverar é lembrar que estamos a caminho. Que o agora não é tudo. Que o céu nos espera. Que a cruz precede a coroa. E que o sofrimento presente não se compara com a glória futura.
Se você está cansado, tente mais um passo. Se tudo parece difícil, ore mais uma vez. Se vier vontade de parar, lembre-se da cruz. A fé verdadeira não é a que nunca balança, é a que não cai porque está firmada na Rocha.
Não desista. O Senhor está contigo. E o que Ele começou, Ele mesmo completará.
“Mas nós não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos.” (Hb 10.39)
Marialva 24 Horas