Centenas de milhares de pessoas participaram de uma série de protestos e greves em toda a França na última quinta-feira. As manifestações foram um claro recado ao presidente Emmanuel Macron e seu novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, para que reconsiderem os planos de cortes orçamentários.
Professores, maquinistas e funcionários de hospitais e de farmácias estiveram entre os grevistas. Em diversas cidades, estudantes bloquearam dezenas de escolas de ensino médio, enquanto grupos de manifestantes reduziram o fluxo de veículos em rodovias. O dia foi de forte mobilização, com a presença de cerca de 80 mil policiais e gendarmes, resultando em mais de 90 prisões em diferentes locais.
Os manifestantes exigem a anulação dos planos fiscais do governo, mais gastos em serviços públicos e a reversão de uma polêmica reforma que aumentou o tempo de trabalho necessário para a aposentadoria. Em Paris, a líder do sindicato CGT, Sophie Binet, destacou que “a raiva é enorme” e que “são as ruas que devem decidir o orçamento”. Já a líder do sindicato CFDT, Marylise Leon, classificou o evento como um “aviso claro” ao governo, pedindo por um “orçamento socialmente justo”.
O novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, enfrenta agora uma pressão dupla: de um lado, os manifestantes e partidos de esquerda que se opõem aos cortes e, de outro, os investidores preocupados com o déficit fiscal da França. A tarefa de elaborar um orçamento para o próximo ano é complexa, e o governo precisará de apoio em um parlamento profundamente dividido.
Com informações da Reuters.
Marialva 24 Horas